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Depoimento de Alisson Felipe Bezerra – Fortaleza – Classificação: 3º da reserva

Bom, vou escrever algumas coisas aqui mas nem sei bem o que deve ser escrito, hehe.. Primeiro gostaria de agradecer a todos que, de alguma forma, tenham contribuído para a realização desse meu sonho. Agradeço a meus pais, minha namorada, a todo o corpo docente dos colégios Militar de Fortaleza – onde eu me formei – e 7 de Setembro – onde me preparei pelos dois seguintes anos, e a toda a comunidade Rumo ao ITA, da qual venho participando, sempre que possível, ajudando e sendo ajudado. Vou contar um pouco da minha trajetória, para que o pessoal que acha que é impossível passar, que não dá, veja que, como todos falam, DÁ SIM! Eu sempre fui um aluno bom. Nem tirava 5 nem 10. Era um aluno 7 ou 8.. Sempre gostei mais das exatas, então logo me identifiquei com o sonho de cursar engenharia. Ao chegar ao primeiro ano eu era totalmente inexperiente. Não sabia a diferença entre universidade, faculdade e vestibular. Ao ver uma questão com o nome da instituição no início eu já me tremia inteiro. Então fui me acostumando com a idéia de ter que estudar de verdade, e ouvi falar do ITA e do IME. Isso mudou minha vida. Sou adepto da seguinte filosofia: Em tudo que fazemos, devemos buscar ser o melhor! Não é querer passar por cima dos outros, derrubar ninguém, mas, por si mesmo, se esforçar para ser o melhor, a referência. Mesmo que não consiga, ao final, ser o melhor, você vai ter feito o melhor que pôde, e isso dá uma sensação de tarefa cumprida, uma prazer enorme. Bom, falar era fácil, mas eu não estudei como deveria ter estudado.. Passou o segundo ano, e cheguei ao terceirão! Eu tinha um nível bom, acredtito que conseguiria passar na Federal, mas, para o nível exigido no ITA e no IME, eu era MUITO fraco. E o grande problema: Eu não sabia disso! Estudei com excelentes professores no CMF, alguns dos melhores da cidade nesse ramo, mas não fazia idéia do que era realmente necessário para passar, ainda não tinha uma referência do que realmente era um concurso como esses. Eu não estudava todos os dias, não fazia todos os materiais que recebia, faltava alguns simulados, enfim, não me dediquei o suficiente. Resultado: Eliminado na Escola Naval, no IME e no ITA – todos os vestibulares que prestei. Então eu e meus colegas de terceiro ano lá do CMF fomos para um cursinho (c7s) e aí me dei conta do que tinha que fazer: estudar muito! Ao chegar lá, já havia gente tentando há mais tempo que eu, pessoas mais experientes que me ajudaram muito! Estudei pra valer! Estudava todo dia, de manhã até de noite, prestava muita atenção às aulas e não faltava aos simulados. Agora que eu já tinha uma boa base adquirida no CMF eu conseguia resolver quase todos os materiais. Nesse ano (2008) eu cresci exponencialmente. Cheguei a ser aprovado na EFOMM, na EN e em outros vestibulares daqui de Fortaleza. Mas, infelizmente, não consegui nem o IME nem o ITA. No IME fui eliminado em matemática, que sempre foi a minha maior dificuldade (e pra completar a prova veio difícil), e no ITA acredito que fui razoavelmente bem, mas, como a concorrência é muito forte, não deu.. Enfim, lá ia eu passar mais um ano estudando. Nesse mesmo ano, todos os meus colegas que haviam terminado o terceiro ano comigo passaram ou no ITA ou no IME. Fui o único que ficou, mas isso não me desestimulou! Todos eles me davam muita força e isso foi muito importante. Em 2009 realmente dei o sangue! Foi o ano em que mais estudei. Agora eu já era um dos mais antigos da turma, e tinha que passar essa experiência pro pessoal mais novo. Isso foi muito bom, pude ajudar muita gente e, ao mesmo tempo, crescer bastante. Meu ritmo de estudo foi frenético. Abandonei tudo o que ainda tinha como empecilho ao estudo, como jogos online (que sempre gostei muito) e TV. No começo do ano estudava das 8 da manhã às 11:30, almoçava e tinha aula das 13:20 às 18:30, aí ficava no colégio estudando até às 22. Não podia ficar em casa, senão rendia muito pouco, por causa do PC, da TV e da geladeira, hehehe. O colégio foi minha segunda casa, só vinha a casa pra dormir. Aos sábados tinha aula pela manhã e à tarde estudava mais até às 17h, hora em que começava o raxa (sagrado). Aos domingos ia ao colégio pra fazer provas antigas (no começo, do IME, depois, do ITA) com o pessoal. Sempre que havia um feriado prolongado eu combinava com o pessoal de ir ao colégio pra fazer provas de olimpíadas, ou resolver algum livro de problemas, sempre todos juntos. Daqui a pouco falo sobre o estudo em grupo.. Nas férias do meio do ano (15 dias) tirei uma semana pra adiantar a matéria e na outra só descansei. Quando voltaram as aulas aumentei o que pude do ritmo de estudo. Passava pouco tempo fora da sala conversando, evitava demorar muito na hora do lanche, e tal. Pode parecer loucura, mas eu estava realmente comprometido com minha aprovação, eu sabia que valeria a pena todo esse esforço! Foram chegando os vestibulares das escolas militares, AFA, EFOMM, EN, fui obtendo bons resultados, e isso foi importante pra minha autoconfiança. Continuei estudando bastante até o IME! No primeiro dia de prova fui muito bem, o que me deu confiança pra fazer mais tranquilo as outras provas. Quando saí da prova de matemática fiquei meio abalado, pensei que seria eliminado novamente, mas deixei isso pra lá e continuei dando o meu melhor nas outras. Após o IME, muita gente foi diminuindo o ritmo de estudo, saindo da turma, abandonando as aulas. Ouvi de alguns colegas de outros cursinhos que o pessoal lá também tava abandonando, e pensei ‘agora é a hora do gás!!’ Estudei loucamente, resolvi muitas provas passadas do ITA, e aguardava ansiosamente o resultado do IME! Quando chegou a hora de receber o resultado, estava assistindo com o Gilson, e tava MUITO nervoso! Eu ainda não sabia se seria eliminado em matemática, pois, ao conferir o gabarito com o dos cursinhos, só havia batido duas questões inteiras, o resto só ganhei ponto porque escrevi muito, tudo o que sabia, isso é muito importante: não deixe nada em branco! Acabou que deu certo, consegui ser aprovado no IME, mas continuo estudando pro ITA, agora num ritmo um pouquinho menor, estudando literatura e bizurando algumas coisas.. Quando ao estudo em grupo, eu ouvi falar que lá pelo sudeste não é muito cultivado, mas eu saliento: é MUITO importante! Aqui em Fortaleza o pessoal tem a tradição de se ajudar muito, estudar juntos, tirar dúvidas um do outro, e isso faz a turma crescer como um todo, dá o verdadeiro espírito de um grupo coeso, que está preparado pra enfrentar os desafios juntos! Dentro da sala, apesar de todos serem concorrentes diretos, ninguém pensa assim! Quer mais é ajudar o colega. Ao ensinar alguma coisa, você fixa e acaba aprendendo mais. Principalmente ao resolver provas, é muito bom fazê-lo em grupo, depois comentar todos juntos. Bom, é isso aí, escrevi muita besteira, saibam filtrar aí, mas a mensagem que quis deixar é a de que vale a pena estudar, e que todos são capazes, basta força de vontade! Repito o que já disse em outro tópico: Não há sensação melhor do que ouvir seu nome sendo chamado após muito esforço e poder comemorar uma recompensa merecida! Estou muito cansado agora, pois o ano foi realmente duro, mas ao mesmo tempo estou muito feliz por estar realizando um sonho! E vem o ITA aí próxima semana, desejo boa prova a todos os que vão prestar e, caso não seja aprovado, ou não tenha sido no IME, não desanime! Seja qual for o seu sonho, lute por ele! Abraços a todos!


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