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O guia definitivo para aprovação no vestibular do ITA.

O Vestibular do ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica – é conhecido por ser uma instituição de ensino superior de refência em engenharias no Brasil. Este guia foi escrito pelo aluno do ITA Nilton Lucas Feitosa e adaptado para o Rumo ao ITA.

Tópicos do artigo

  1. Por onde começar a estudar para o ITA
  2. Aprendendo a aprender
  3. O que estudar para o vestibular do ITA
  4. Em quais livros estudar para o Vestibular do ITA
  5. Como montar um plano de estudos para o ITA
  6. Como resolver as provas anteriores do ITA
  7. Pesquisa com alunos do ITA
  8. Depoimentos de Aprovados no ITA

1. Por onde começar a estudar para o ITA

Para obter aprovação no vestibular do ITA você precisará principalmente de organização. Trata-se de uma quantidade gigantesca de conteúdos. Você precisa garantir que vai aprender todos eles até o dia da prova.

Você precisará de um bom método de estudo, tendo em vista que você começa a aprender o conteúdo em Janeiro, e precisa que ele esteja bem fresco na sua cabeça em dezembro.

Você vai precisar ainda de muita persistência. Você vai precisar repetir processos para garantir que você absorveu o conhecimento. Me refiro a ler livros, resolver muitos exercícios e assistir muitas aulas.

Algo que você não precisa mas ajuda bastante é gostar das matérias. Isso vai tornar tudo mais fácil pois você vai sentir prazer em aprender. Você vai querer dormir para acordar logo no outro dia para aprender mais. Acredito que isso vai tornar o caminho de vocês mais tranquilo.

2. Aprendendo a aprender

Dedicamos muito tempo a aprender os conteúdos de uma prova, mas dedicamos pouco (ou não dedicamos) tempo para saber se aquele método de aprendizado que utilizamos está sendo efetivo, tanto em garantir uma absorção prolongada do conhecimento como garantir que eu serei capaz de aprender tudo até o dia da prova.

Aí que entra a questão do aprender a aprender. Antes de tudo tenha em mente que nem todas as pessoas usam os mesmos métodos, pois métodos diferentes funcionam com pessoas diferentes. Porém, meu objetivo aqui é listar alguns pontos em comum, que funcionam de maneira efetiva para a maioria das pessoas.

Simplifique

Muitas vezes queremos estudar por infinitos livros, fazer milhares de provas antigas, assistir 827 horas de vídeo aula, como se o conhecimento fosse entrar na nossa cabeça por repetição.

Ele realmente entra, mas ele acaba se tornando volátil devido a gigantesca de quantidade de conteúdo que absorve- mos. Nós nos preocupamos em colocar muitos conteúdos na nossa cabeça mas não nos preocupamos em mante-lo lá, pois se engana quem acha que apenas ler é o suficiente, ou apenas ver uma aula é o suficiente.

Nos iludimos achando que muito esforço equivale a aprendizado. As vezes o que pre- cisamos é simplificar. Ao invés de fazer 450 exercícios, por que não selecionar os mais importantes, ou aqueles que tem resolução para conferir com a sua resolução depois.

Não estou falando que fazer muitos exercícios não é importante, eu mesmo fiz muitos. A questão é se resolve-los vai realmente lhe fazer aprender. Se você tem capacidade de resolver muitos exercícios de um assunto faça isso, mas não adianta se dedicar muito a um assunto e acabar não tendo tempo para estudar outros.

Você precisa chegar no final do ano sabendo todas as matérias. Por isso, se você resolver muitos exercícios de um assunto certifique-se de que isso não vai comprometer o aprendizado de outras matérias que são igualmente importantes.

Se você aprendeu você será capaz de explicar aquele assunto para alguém

Uma coisa que me ajudou a saber se eu tinha aprendido de fato alguma matéria foi, após terminar um assunto, tentar explicar para mim mesmo ou para um amigo os principais tópicos, citando aplicações, conceitos, exceções à regra e a maneira como aquele assunto era cobrado.

Algo bastante efetivo que eu aprendi com o Arthur Souto (T-21) é listar uma série de perguntas logo após uma aula sobre aquele assunto que você viu e responder elas. É um método que vai lhe trazer desconforto.

Desconforto porque na maioria das vezes que você achar que aprendeu vai ver que não aprendeu, e precisará ler mais uma vez as notas de aula e fazer mais exercícios. Você fará isso até o momento que você tenha segurança bastante para falar: sei responder qualquer pergunta desse assunto. Por exemplo, após uma aula de lançamento oblíquo você poderia listar:

  • Como obter a equação do deslocamento horizontal/ vertical em função do tempo de um lança- mento oblíquo?
  • Por que o ângulo do lançamento de maior alcance é 45? Como deduzir isso?
  • Como obter as equações do tempo de queda, altura máxima e alcance em função do tempo, velocidade e ângulo de lançamento?
  • Para que serve uma parábola de segurança e como utilizar ela?
  • Como relacionar lançamentos oblíquos em fluidos? Qual analogia possível entre empuxo e gravidade?

Para cada item desse você pode escrever uma explicação e a resolução de algum exercício ilustra- tivo.

Resolver exercícios > assistir aulas e ler livros

Busque aulas boas para assistir. Muitas vezes um professor fez o trabalho de ler muitos livros e lhe passar o melhor de cada um. Se você fosse ler todos aqueles livros com certeza perderia muito tempo. Se eu tivesse que listar a importância da aula, leitura e resolução de exercícios listaria:

  • Aula: 25%
  • Leitura: 25%
  • Exercícios: 50%

Quando resolvemos exercícios percebemos que na verdade a leitura que acabamos de fazer não foi suficiente para o aprendizado. Errar é importante, pois no erro encontramos o que precisa ser corrigido, descobrimos que na verdade aprendemos de maneira errada alguns conceitos e passamos a fazer da maneira correta.

3. O que estudar para o vestibular do ITA

O primeiro passo é ler a lista de conteúdos do vestibular do ITA. Isso é importante para você ter uma compreensão de tudo que é cobrado na prova (não ser pego de surpresa) e assim direcionar o seu estudo.

Entenda que nem todos os conteúdos da prova são cobrados com a mesma frequência. Em matemática, por exemplo, matérias como polinômios e números complexos são bem mais frequentes do que probabilidade.

Apesar disso, matéria nenhuma deve ser ignorada. Todas devem ser estudadas, pois uma questão que cai daquele tema pode ser o suficiente para tirar ou garantir sua aprovação. Além do mais, você utilizará todos aqueles assuntos na faculdade (ou pelo menos a maioria deles).

Física no vestibular do ITA

  1. Noções sobre medidas físicas: algarismos significativos. Desvios e erros. Análise Dimensional. Grandezas escalares e vetoriais. Soma e subtração de vetores. Escalas e gráficos. Funções. Representação gráfica de funções. Sistema Internacional de Unidades (SI).
  2. Cinemática escalar da partícula: equação horária de um movimento. Trajetória. Velocidade e aceleração. Estudo gráfico do movimento. Movimento de projéteis. Movimento circular. Cinemática vetorial.
  3. Conceito de força. Equilíbrio de uma partícula. Momento de uma força. Equilíbrio de um corpo rígido. Equilíbrios estável e instável de um corpo rígido.
  4. Leis fundamentais da Mecânica. Dinâmica do movimento retilíneo. Dinâmica do movimento circular. Força centrípeta. Noções sobre sistemas acelerados de referência. Força centrífuga. Impulso e quantidade de movimento. Centro de massa.
  5. Trabalho e energia cinética. Energia potencial. Conservação da energia mecânica. Forças conservativas e dissipativas.
  6. Gravitação universal. Campo gravitacional. Leis de Kepler do movimento planetário.
  7. Movimentos periódicos. Movimento harmônico simples. Superposição de movimentos harmô- nicos simples de mesma direção e de direções perpendiculares. Pêndulo simples.
  8. Estudo dos fluidos em equilíbrio. Pressão. Massa específica. Princípios de Arquimedes e de Pascal. Pressão atmosférica. Fluidomecânica: Tipos de escoamento (não viscoso, incompres- sível, irrotacional, estacionário), vazão e fluxo de massa, equação de continuidade, equação de Bernouilli, equação de Torricelli, tubo de Venturi, tubo de Pitot.
  9. Termologia: temperatura. Graduação de termômetros. Escalas termométricas. Princípio zero da termodinâmica. Dilatação de sólidos e líquidos. Leis dos gases perfeitos. Equação de Clapeyron. Noções da teoria cinética dos gases. Quantidade de calor. Calor específico. Capacidade térmica. Equivalente mecânico do calor. 1° e 2° Princípios da Termodinâmica. Propagação do calor.
  10. Ondas transversais e longitudinais. A natureza do som. Altura, intensidade e timbre de um som. Velocidade do som. Cordas vibrantes. Tubos sonoros. Efeito Doppler.
  11. Óptica geométrica: propagação retilínea da luz. Leis da reflexão e da refração. Reflexão total. Estudo de espelhos, lâminas e prismas. Dispersão da luz. Lentes delgadas. Sistemas ópticos.
  12. Natureza ondulatória da luz. Interferência. Experiência de Young. Difração. Polarização da luz. Modelos ondulatório e corpuscular da luz.
  13. Cargas elétricas. Processos de eletrização. Estrutura do átomo. Lei de Coulomb. Campo elétrico. Linhas de força. Potencial eletrostático. Capacitores. Capacitância de um capacitor plano. Associação de capacitores.
  14. Condutores e isolantes. Corrente elétrica. Resistência elétrica. Lei de Ohm. Associação de resistências. Variação da resistividade com a temperatura. Efeito Joule. Leis de Kirchhoff. Ponte de Wheatstone. Geradores. Medida da força eletromotriz. Associação de geradores.
  15. Campo magnético. Ímãs. Campo magnético produzido por uma corrente elétrica. Bobinas. Forças sobre cargas em movimento dentro de um campo magnético. Interação entre correntes.
  16. Indução eletromagnética. Lei de Faraday. Lei de Lenz. Auto-indução, indutância. Propagação e interferência de ondas eletromagnéticas.
  17. Efeito fotoelétrico. Radiação do corpo negro. O espectro de hidrogênio e o átomo de Bohr. O princípio de incerteza. Relatividade restrita: Postulados de Einstein, transformações de Lorentz, dilatação do tempo, contração do comprimento, composição de velocidades, efeito Doppler relativístico, massa relativística, quantidade de movimento, energia cinética, relação massa energia.

Português no vestibular do ITA

O exame de Português visa a avaliar a proficiência do candidato para língua, literatura e redação e contempla: leitura e compreensão de textos, reflexão sobre o funcionamento da língua, conhecimento das obras de autores representativos da literatura brasileira e produção escrita de texto de acordo com a norma padrão.

O exame consistirá em 20 questões do tipo teste de múltipla escolha e redação.Nas questões de literatura brasileira, serão contemplados autores e obras representativos dos diferentes períodos literários, suas características estilísticas e os fatores sociais, históricos e culturais determinantes de cada escola literária.

A prova contém seis questões de literatura brasileira, nos gêneros ficção e poesia. A lista de obras literárias de leitura recomendável é:

  • Senhora, de José de Alencar,
  • Quincas Borba, de Machado de Assis, e
  • São Bernardo, de Graciliano Ramos.

Serão apresentadas três questões, uma para cada uma dessas obras de ficção. As outras três questões serão de interpretação de poemas de autores brasileiros, que serão reproduzidos na prova.

Nas questões de língua portuguesa, serão abordados tópicos das áreas de fonologia, morfologia, sintaxe e semântica, bem como será avaliada a capacidade do candidato de ler e interpretar textos.

Na redação, serão avaliados: a capacidade de depreensão do tema proposto, o desenvolvimento e organização de um texto escrito e a adequação no emprego de recursos linguísticos e discursivos.

Inglês no vestibular do ITA

O exame de Inglês visa avaliar o candidato em sua competência para compreender textos autênticos em língua inglesa.

As questões, todas de múltipla escolha, avaliarão a capacidade do candidato de predizer conteúdos, inferir significados, reconhecer vocabulário dentro de contextos diversos e também identificar estruturas gramaticais essenciais à compreensão dos conteúdos apresentados.

Os textos utilizados serão extraídos das mais diversas fontes. As questões deverão avaliar a compreensão global dos textos propostos como também a compreensão detalhada de expressões, frases e/ou palavras dentro do contexto.

Além de questões para avaliação da compreensão dos textos, poderão compor a prova questões formuladas a partir de expressões idiomáticas, frases isoladas e tiras cômicas, dentre outras.

Matemática no vestibular do ITA

  1. Teoria elementar dos conjuntos: subconjuntos, união, intersecção, diferença, complementar.
  2. Números complexos: representação e operações nas formas algébrica e trigonométrica, raízes complexas, fórmula de Moivre.
  3. Progressões aritméticas e progressões geométricas: propriedades, soma dos termos de uma progressão geométrica infinita.
  4. Funções: funções injetoras, sobrejetoras e bijetoras; funções pares, ímpares e periódicas; funções composta e inversa. Funções logaritmo e exponencial: definições e propriedades. Equações e inequações logarítmicas e exponenciais.
  5. Polinômios: conceito, grau e propriedades fundamentais; operações, fatorações e produtos notáveis; raízes; teorema fundamental da álgebra.
  6. Equações algébricas: definição, raiz, multiplicidade e número de raízes; transformações aditiva e multiplicativa; equações recíprocas; relação entre coeficientes e raízes. Raízes reais e complexas.
  7. Combinatória: problemas de contagem; arranjos, permutações e combinações simples; binômio de Newton. Probabilidade e espaços amostrais; probabilidade condicional e eventos indepen- dentes.
  8. Matrizes: operações, propriedades, inversa. Determinantes e propriedades. Matriz associada a um sistema de equações lineares; resolução e discussão de sistemas lineares.
  9. Trigonometria: fórmulas de adição, subtração e bissecção de arcos; funções trigonométricas: propriedades e relações principais; transformação de soma de funções trigonométricas em pro- dutos; equações e inequações trigonométricas.
  10. Geometria analítica: coordenadas cartesianas; distância entre pontos; equações da reta, para- lelismo e perpendicularismo, ângulo entre retas, distância de um ponto a uma reta; equação da circunferência, tangentes a uma circunferência, intersecção de uma reta a uma circunfe- rência; elementos principais e equações da elipse, hipérbole e parábola; lugares geométricos e interpretações de equações de 2 °grau.
  11. Geometria plana: polígonos, circunferências e círculos; congruência de figuras planas; seme- lhança de triângulos; relações métricas nos triângulos, polígonos regulares e círculos; áreas de polígonos, círculos, coroas e setores circulares.
  12. Geometria espacial: retas, planos e suas posições relativas no espaço; poliedros regulares; pris- mas e pirâmides e respectivos troncos; cilindros, cones e esferas; cálculo de áreas e volumes.

Química no vestibular do ITA

  1. Conceito, objetivos e ramos da Química. Método científico.
  2. Matéria: propriedades dos estados sólido, líquido e gasoso; sólidos amorfos e cristalinos.
  3. Misturas heterogêneas, colóides e soluções: conceitos e critérios de identificação;métodos de separação das fases e dos componentes; critérios de pureza.
  4. Elementos químicos: símbolos; propriedades e classificações periódicas; substâncias químicas simples e compostas e suas representações por fórmulas; fontes, principais processos de obtenção e propriedades das substâncias simples mais utilizadas.
  5. Átomos e moléculas: partículas fundamentais e modelos atômicos; principais métodos de de- terminação de massas atômicas e massas moleculares; radioatividade.
  6. Bases estequiométricas da teoria atômica moderna: as leis dos gases, princípio de Avogadro e o conceito geral de mol; principais métodos de obtenção da massa molar e do número de Avogadro.
  7. Ligações químicas: os casos extremos (iônica, covalente e metálica) e casos intermediários; polaridade e momento dipolar das moléculas.
  8. Soluções: maneiras de expressar concentrações; tipos de soluções; condutividade elétrica de soluções; solubilidade em água de sólidos, líquidos e gases; propriedades coligativas.
  9. Reações químicas: equação química e balanceamento, cálculos estequiométricos; energia envol- vida.
  10. Equilíbrio químico: conceito; constantes de equilíbrio; princípio de Lê Chatelier.Termoquímica: energia interna (calor e trabalho); variações de entalpia; lei de Hess; energia de reações; energia de ligação.
  11. Cinética química: efeito da temperatura e dos catalisadores, enzimas e inibidores.
  12. Ácidos ,bases, sais e óxidos: Conceitos, nomenclatura e classificação; propriedades de suas soluções aquosas; processos de obtenção das substâncias mais usadas.
  13. Eletroquímica: conceitos de catodo, anodo e polaridade de eletrodos; potenciais de eletrodo; leis de Faraday; série ordenada de pares redox; equação de Nernst; baterias primárias e secundárias; corrosão.
  14. Química orgânica: conceito, funções orgânicas e grupos funcionais; séries homólogas; isomeria de cadeia, funcional, geométrica e óptica (quiralidade).
  15. Hidrocarbonetos, alcoóis, aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos, éteres, fenóis e aminas: classi- ficação, nomenclatura e propriedades; processos de obtenção das substâncias mais usadas.
  16. Proteínas, carboidratos, gorduras e polímeros naturais: ocorrência e principais usos.
  17. Polímeros sintéticos: correlação entre estrutura e propriedades; principais métodos de obtenção e principais uso.
  18. Química ambiental: ciclo do carbono; ciclo da água; ciclo do oxigênio; poluição da água; poluição da atmosfera.

4. Em quais livros estudar para o Vestibular do ITA

A abrangência de conteúdos do ITA é gigantesca, como você pode ver na lista mostrada anterior- mente. Não só isso, mas o aprofundamento também é bem maior do que os dos outros vestibulares. Assim, dificilmente você encontrará todo o conteúdo que precisa estudar em apenas um livro. Você vai precisar o que cada livro tem de melhor (não, você não vai resolver todos os livros dessa lista pois seu tempo de dedicação para o ITA é limitado). Assim, listei os livros que eu estudei para cada matéria e o tópico dele que é importante para o ITA.

4.1 Livros para base em Física para o vestibular do ITA

  • Tópicos da Física – volume 1 (Mecânica);
  • Tópicos da Física – volume 2 (Termologia, Ondulatória e Optica
  • Tópicos da Física – volume 3 (Eletricidade, Física Moderna e Análise Dimensional);
  • Coleção Robortella;
Coleção de Livros do Robortela para o vestibular do ita

4.2 Livros para aprofundamento em Física para o vestibular ITA

  • Coleção Física Clássica
Coleção de livros Física Clássica para o vestibular do ita
  • Renato Brito – Fundamentos de Mecânica (cinemática e Leis de Newton);
Livro de Física Fundamentos da Mecânica para o vestibular do ita
  • Renato Brito – Fundamentos de Mecânica (Trabalho e Energia, Sistema de Partículas,…);
Livro de Física Fundamentos da Mecânica para o vestibular do ita
  • Livros Peruanos;

4.3 Livros para base em Matemática para o ITA

  • Coleção Fundamentos de Matemática Elementar (menos o volume 8, de Cálculo, e o volume 11, de matemática financeira);
Livros Fundamentos de Matemática Elementar

4.4 Livros para aprofundamento em Matemática para o ITA

  • Caio Guimarães – Números Complexos;
Livro Matemática em Nível IME ITA
  • Aref – Polinômios e Número complexos;
Livro Números Complexos e Polinômios para
  • Aref – Matrizes;
Livro Noções de Matemática
  • Marcelo Rufino – Geometria Analítica;
Livro Elementos da Matemática
  • Morgado – Análise Combinatória e Probabilidade.
Livro Análise Combinatória e Probabilidade

4.5 Livros para base em Química para o ITA

  • Martha Reis – Química Geral, Físico Química, Química Orgânica;
Livro Martha Reis para o vestibular do ita
  • Ricardo Feltre – Química Geral, Físico Química, Química Orgânica (escolha uma das duas coleções para fazer sua base em química, eu escolhi a martha reis);
Livro Feltre  para o vestibular do ita
  • Coleção Feltre Setsuo;
Livro Feltre Setsuo para o vestibular do ita

4.6 Livros para aprofundamento em Química para o ITA

  • Russel – Química Geral / Físico Química
Livro Química Geral Russel  para o vestibular do ita
  • Aristênio Mendes – Química Orgânica;
  • Atkins – Princípios de Química;
Livro Atkins para o vestibular do ita

5. Como montar um plano de estudos para o vestibular do ITA

Na preparação para a prova do ITA é extremamente importante que você separe seus estudos em dois momentos: base e aprofundamento. Vamos detalhar abaixo o que significa cada um deles.

Base

Fazer a base é mais importante que fazer o aprofundamento. Gaste tempo para aprender bem os conceitos fundamentais, caso contrário você vai ter que voltar várias vezes para lembrar coisas que não aprendeu direito.

Faça muitos exercícios, assista aulas e tire todas as suas dúvidas. Não menospreze os exercícios fáceis, nem as questões conceituais, pois elas ajudam você a assimilar o conteúdo que você acabou de aprender. Não se trata apenas de aplicação de fórmulas, mas de um aprendizado concreto. Você precisa ser capaz de aplicar o conhecimento adquirido em situações práticas do dia a dia.

É fundamental ter uma boa base pois o vestibular do ITA sempre vai surgir com uma questão nova. Se você sabe bem os conceitos mais simples com certeza saberá manipula-los para obter a resposta, por mais complexa que seja a questão.

Para resolver questões difíceis você precisa primeiro identificar a temática, para saber a forma como irá atacar ela, quais fórmulas utilizar, quais conceitos e para saber se ela é uma exceção da regra ou não. Não resolva livros difíceis sem antes terminar de fazer o aprofundamento. O aprofundamento vem em segundo plano.

Aprofundamento

Aprofundar significa: já tenho domínio dos conteúdos que estão no plano de matérias do ITA. Já sei as principais aplicações, questões conceituais, situações mais frequentes.

Agora desejo saber como o ITA aborda tal assunto, como ele cobra, com que frequência, etc. Assim, você vai aperfeiçoar sua capacidade de interpretação.

Você irá conhecer questões de estilos diferentes, algumas misturando mais de uma matéria. Nesse ponto você vai desenvolver maturidade de interpretar questões grande, com muitas informações, identificar os assuntos e partir para resolução. você vai ver questões até mais difíceis que as do vestibular do ITA, para garantir que não será pego de surpresa.

Resolução de provas antigas do vestibular do ITA

O vestibular do ITA costuma repetir questões ao longo dos anos, ou apenas fazer algumas adap- tações de questões que já caíram no passado. Porém, esse não é o principal motivo de eu enfatizar a importância de resolver provas antigas do ITA.

A importância consiste no fato de a prova do ITA possuir questões muito trabalhosas e com tempo limitado para cada uma. Se você dividir o peso de cada questão pelo tempo total concluirá que há exatamente 6 minutos para cada questão abcde e 12 minutos para cada questão escrita.

Assim, se você não chegar com uma estratégia pronta na prova e resolver em qualquer ordem talvez não sobre tempo para as últimas questões. Por isso é preciso resolver provas antigas, para por em prática a sua estratégia de prova, testar ela, saber se ela é a melhor para você ou se você deve mudar. A forma como o ITA aborda alguns assuntos é única.

Ao resolver as provas antigas você consegue descobrir o aprofundamento correto que você deve dar em cada matéria, bem como descobrir quais conteúdos são mais cobrados, e portanto, quais você deve dar uma atenção maior. Cuidado na hora de selecionar a quantidade provas que você vai fazer. a maioria dos iteanos costuma resolver entre 5 e 10 anos de provas antigas de ITA.

O ideal seria resolver as questões do ITA por assunto a partir de 2002 e deixar as últimas provas do ITA (últimos 5 anos anos de ITA) para simular de verdade, no tempo de 4 horas de prova, se possível na hora da prova, que eu achava bem cedo (7 horas da manhã). Estatísticamente, a maioria dos aprovados no ITA resolvem entre 5 e 10 provas antigas (veja as estatísticas no final).

Preparamos um guia com um passo a passo para aprovação no ITA.

6. Como resolver as provas anteriores do vestibular do ITA

Ter uma boa estratégia de resolução de provas é fundamental para sua aprovação. O tempo é bastante limitado. São seis minutos por questão abcde, e 12 minutos por questão escrita.

Tendo uma boa estratégia você terá total controle da prova e saberá lidar com a pressão e com o medo caso encontre muitas questões que não sabe fazer (isso foi o que aconteceu comigo na prova de física no ano em que passei). Independente da estratégia que você utilizar algumas coisas devem ser levadas em conta. Suponha que você comece a prova e não consiga fazer a primeira questão, nem a segunda nem a terceira.

Não se desespere. O ideal é buscar resolver as mais fáceis primeiro, tendo em vista que uma questão difícil em o mesmo peso de uma questão fácil (do mesmo tipo, abcde ou escrita). Deixando as mais difíceis por último você perceberá que quando voltar para aquelas questões difíceis após resolver as fáceis você terá um ponto de vista diferente do inicial e as vezes a solução pode vir naqueles minutos finais.

Nas questões discursivas sabemos que o espaço é bem reduzido (meia folha A4). Por isso, quando você estiver resolvendo as provas antigas e for anotar a solução do simulado busque tentar escrever a solução em uma folha pequena, semelhante a da prova, para você se adaptar ao tamanho reduzido da folha. Para evitar de erros faça sempre um pequeno rascunho antes de escrever a solução definitiva.

Use aquele espaço na prova mesmo, escreva suas ideias, a equação que vai usar, estruture os dados, use os rascunhos se preciso. Quando tiver segurança passe para folha final. Eu sempre escrevia a solução de lapiseira e a resposta de caneta. Por fim, saiba que esses métodos não são garantia absoluta de aprovação.

Eles devem ser usados com sabedoria. Eles são apenas um guia. Você se conhece. Durante a prova faça aquilo que lhe dá segurança. Se você treinou um método, mas na hora da prova perceber que um outro método vai ser melhor não pense duas vezes, mude. NÃO SE PRENDA A MÉTODO NENHUM. NÃO SE DEIXE LIMITAR POR ELES. USE-OS AO SEU FAVOR. O momento da prova é totalmente imprevisível e é fundamental ter flexibilidade, criatividade, proatividade e capacidade adaptação.

6.1 Método 1

Foi o método que eu utilizei para prova de física. No meu ano (2015) a prova estava bem difícil, então tinham muitas questões que eu não sabia. Ao se deparar com questões difíceis não se prendam nelas, busque pular e voltar para elas depois.

  • Primeiros 50 minutos: resolver as 10 questões mais fáceis dentre as questões 1-20 (5 minutos para cada questão). Se você perceber que uma questão será muito trabalhosa ou que você não sabe fazer pule ela e busque uma mais simples.
  • Próximos 50 minutos: resolver as questões mais fáceis dentre as questões 21 – 30 (10 minutos para cada questão).
  • Próximos 50 minutos: resolver as 10 questões mais difíceis abcde dentre as questões 1-20, ou seja, aquelas que você pulou no início, por serem mais trabalhosas, ou por não saberem fazer (5 minutos para cada questão).
  • Próximos 50 minutos: resolver as questões mais difíceis dentre as questões 21-30 (10 minutos para cada questão).
  • Últimos 40 minutos: revisar todas as questões e preencher gabarito.

6.2 Método 2

Foi o método que eu utilizei nas provas de matemática e química, tendo em vista que eu tinha mais facilidade com essas matérias. Trata-se de um método ideal para as matérias que você tem domínio,

e que você tem segurança de que saberá fazer a maioria das questões, mesmo que tenha dificuldade em algumas.

  • Primeiros 50 minutos: resolver questões 1 – 10 (5 minutos para cada questão)
  • Próximos 50 minutos: resolver questões 21 – 25 (10 minutos para cada questão)
  • Próximos 50 minutos: resolver questões 11 – 20 (5 minutos para cada questão)
  • Próximos 50 minutos: resolver questões 25 – 30 (10 minutos para cada questão)
  • Últimos 40 minutos: revisar todas as questões e preencher gabarito.

6.3 Método 3

Semelhante aos métodos anteriores. A diferença é que ele não direciona tempo extra para revisão, tendo em vista que para cada questão você terá um tempo a mais. Eu não gosto muito pois daí você terá pouco ou nenhum tempo para preencher o gabarito com calma.

  • Primeiros 60 minutos: resolver questões 1 – 10 (6 minutos para cada questão)
  • Próximos 60 minutos: resolver questões 21 – 25 (12 minutos para cada questão)
  • Próximos 60 minutos: resolver questões 11 – 20 (6 minutos para cada questão)
  • Últimos 60 minutos: resolver questões 25 – 30 (12 minutos para cada questão) Agora vou falar de dicas específicas de cada matéria.

6.4 Física

Algumas questões de física podem ser feitas por análise dimensional. Se a questão pede uma aceleração descarte todas as opções que não tiverem dimensão de m ;

6.5 Português/Inglês

  • Inicialmente leia a proposta de redação, para que você pense a respeito do tema enquanto resolve o resto da prova. Muitas vezes a prova de português possui questões relacionadas com o tema, o que pode lhe dar algumas ideias para fundamentar seus argumentos.
  • Depois de ler a redação vá para a prova de inglês e faça as oito questões mais fáceis. Depois faça as mais difíceis.
  • Depois escolha entre fazer a prova de português ou a redação. Há um arquivo no site do ITA específico para a redação, dando as principais dicas.

6.6 Matemática

Essa normalmente será a prova que irá aumentar sua nota. É importante garantir uma nota boa em matemática pois em geral todos vão bem nessa prova. Porém, se você não foi bem nela não se desespere.

Como você verá nas estatísticas a seguir, metade dos entrevistados teve pelo menos um dia de prova que foi muito mal a ponto de achar que não iria passar.

7. Pesquisa com alunos do ITA

Eu tive a ideia de fazer essa pesquisa para desmitificar muitas ideias (erradas) que estão presente na mente dos estudantes que pretendem entrar no ITA. Muitas vezes uma conclusão errada pode desmotivar o aluno e afetar seu desempenho no vestibular. Algumas das ide ias que me refiro são:

  • Se eu não passar no IME não vou passar no ITA,
  • Esta é a minha primeira tentativa, há pessoas bem mais capacitadas que eu aqui, não tenho chance de ser aprovado esse ano,
  • Nunca estive entre os 10 melhores da minha turma nos simulados do cursinho, não tenho chance de passar,
  • Fui muito mal em uma das 5 provas do ITA, não tenho chance de passar esse ano,
  • Já tentei muitas vezes o vestibular, vou desistir.

Essa pesquisa mostra que essas afirmações estão quase sempre erradas. Foram entrevistados 162 alunos do ITA, dos mais diversos locais do país, que estudaram em vários cursinhos, que entraram no ITA entre os anos de 2013 a 2017. Espero que essa pesquisa motive você a se dedicar mais ainda, dar seu melhor e acreditar que é capaz, pois acreditar é muito importante.

Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos
Pesquisa com alunos

Caso o aluno tivesse utilizado algum outro método tinha um espaço para respostas escritas. Aqui estão as respostas:

  • Estudar as matérias até o meio do ano. Nos últimos 6 meses, eu só revisava e fazia provas antigas todos os dias. Fiz provas antigas do ITA e do IME desde 1990.
  • 11 meses de preparo:
  • primeiro trimestre (nível médio): 40h por semana, sem contar cursinho;
  • segundo trimestre (nível tranquilo): estudar nas férias 30h por semana, sem contar cursi- nho;
  • terceiro trimestre (nível PESADO): 55h por semana, sem contar cursinho;
  • 1 mês antes da prova: 2 primeiras semanas leves (20h por semana, sem contar cursinho) e 2 ultimas semanas pesadas (45h por semana, sem contar cursinho);
  • Ritmo bom no começo, leve no meio e intenso no último mês;
  • Manter um ritmo intenso e constante durante o ano e intensificar ainda mais nos últimos 2/3 meses;
  • Manter um ritmo aproximadamente constante e, no último mês antes do ITA, aumentar ao máximo. (Nunca estudar pouco);
  • Toda a teoria no primeiro semestre e basicamente exercícios e provas antigas no segundo, revisando algum conteúdo caso sentisse dificuldade em alguma questão;
  • Estudar muito no começo do ano, pouco no meio do ano, e muito faltando 2 meses e meio pro vestibular;
  • Estudar constantemente ao longo do ano e no final acelerar;
  • Fiz 3 anos de cursinho. No primeiro ano não sabia estudar nem o que estudar então foi um ano que aprendi a base de toda a matéria. No segundo ano estudei muito, mas cheguei na prova nervoso e não consegui fazer nada. No terceiro e último ano estudei menos que os outros dois, comecei na academia e fui pra prova tranquilo. Passei!!! O ideal é estudar com qualidade, mesmo que só se estude 20 horas semanais extraclasse;
  • No ano anterior ao que passei, eu tive um ritmo muito forte no início e perto do IME diminui bastante meu ritmo. Quase passei no IME e no ITA não corrigiram minhas discursivas. No ano que passei, dei muito o gás no início, mas ali perto do meio do ano diminui bastante o ritmo naturalmente (não foi pensado). Continuei assim até o IME. Depois que passou a segunda fase do IME, comecei a dar um gás muito escroto. Estudava o dia inteiro, de segunda a sábado, no domingo eu descansava com minha família. No final de semana antes da prova eu fui pra uma casa de praia com minha família, isso me deixou mais relaxado. Depois de ter passado eu percebi que o período pós IME que eu dei muito o gás foi muito importante. Eu acho importante você chegar afiado pra fazer aquele estilo de prova. Nesse período, novembro a dezembro, só estudei provas antigas do ITA pra me acostumar e conhecer bem o estilo do ITA;
  • Valorizar as aulas e respeitar meu limite de estudo. Autoconhecimento;
  • Estudar muito no início do ano e diminuir o ritmo perto da prova do ITA.

8. Depoimentos de Aprovados no ITA

  1. Lucas Daniel Gonzaga de Freitas
  2. Thiago de Andrade Saldanha
  3. Ivan Guilhon
  4. Igor Rodrigues Barroso
  5. Alisson Felipe Bezerra
  6. Lucas Ferraz Carannante
  7. José Leônidas de Menezes
  8. Jaques Castello
  9. Rafael Luz
  10. Ivan Miranda
  11. Camila Costa da Fonseca

Leia mais depoimentos na seção de depoimentos do Rumo ao ITA.

Agradecimento ao Nilton Lucas Feitosa


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