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Depoimentos ITA - 2010
Qua, 23 de Novembro de 2011 02:28
Confira aqui os depoimentos de alguns aprovados no ITA em 2010:
 
Meu nome é Victor, nasci em Guajará-Mirim, interior de Rondônia. Dos meus tempos de infância até o 2° ano de ensino médio, eu não tinha muitas perspectivas sobre meu futuro, não havia estudado em escolas com um bom nível de ensino e não fazia a menor ideia de qual profissão deveria seguir ou qual faculdade deveria cursar. Na verdade, eu pensava que mal teria condições de passar na federal do meu estado. Então, ainda no 2° ano, eu fiz a prova dessa federal e... Passei! E muito bem colocado. 
Nesse momento, percebi que levava jeito para a coisa e que, caso estudasse, poderia chegar muito longe. Só que, de fato, eu ainda não tinha meu objetivo. Uma coisa era clara: eu gostava bastante de exatas. Então, embalado pela vitória, decidi procurar a melhor institução que houvesse no Brasil na área de exatas ou engenharia. Encontrei o ITA, gostei dos cursos, mas havia um problema: A PROVA. Na verdade, eu peguei os últimos anos do vestibular e descobri que não sabia fazer praticamente nada, as várias lacunas no meu fundamental e médio estavam fazendo falta.
De qualque forma, eu aceitei o desafio e comecei a me preparar. Um ano de estudos (meu 3º ano de ensino médio) foi o que precisei para reconstruir toda a base que séria necessária (mas não suficiente)  para a aprovação. Em seguida, com um ano de cursinho, que fiz em Brasília, consegui fazer uma prova com confiança e tranquilidade, a qual me rendeu a aprovação. Foram, desta forma, dois anos muito intensos, infinitas horas de estudo, dezenas de provas e simulados resolvidos... Mas tudo valeu a pena só pela alegria de receber o tão sonhado telefonema, comunicando a aprovação.
As minhas dicas são as seguintes: estude muito, não teha medo de investir seus fins de semana e feriados com o estudo; organize-se, de modo a balancear o estudo entre as matérias e assuntos (inclusive português, inglês e redação); monte um horário, e, mais importante, siga-o; procure realmente aprender cada assunto, cada ideia, cada demonstração, tentando deixá-los intuitivos e internalizados; não se desespere, faça a prova com calma, concentração e até o final, pois na pior das hipóteses, você está fazendo o melhor simulado que existe para tentar novamente no ano seguinte. 
Por fim, não se esqueça de que mais importante do que o resultado em si é estar com a consciência tranquila por ter feito o seu melhor. Afinal, como disse Aristóteles: "A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las".
Boa Sorte! 

Victor Ribeiro Moura – Guajará-Mirim/RO 

Acredite que você é capaz e se esforce muito para alcançar seus objetivos. Para chegar aqui no ITA foramtrês anos de muito estudo e dedicação. Em 2008, entrei pra turma ITA numa sala em que a grande maioria dos alunos já eram veteranos e já tinham muita experiência em vestibular. Eu olhava pra galera e pensava: ”Que que eu tô fazendo aqui, tem muita gente foda aqui, não vai ter vaga pra mim!!” Quando chegava em casa, meu pais me incentivavam  muito pra continuar investindo no meu sonho e esse apoio me foi fazendo ver  que eu era capaz sim. Aquele foi um ano de muito estudo e resultados também, mesmo não tendo passado no ITA a aprovação no IME me fez ver q eu estava no caminho certo. Em 2009, eu e uns amigos tivemos a ideia de alugar uma casa em frente ao cursinho para poder morar perto da escola, ali eu aprendi o quanto o estudo em grupo podia fazer a diferença. A gente tinha uma rotina de estudo pesada na semana, mas os fins de semana eram aproveitados pra descansar e curtir um pouco também (claro que a melhor parte era quando a gente chutava o balde pros estudos). 

No fim do ano, me sentia preparado para as provas e estava com muita garra pra encarar o desafio de novo. Mas acho q ainda não era a minha hora: certo sábado, inventei de jogar de goleiro e acabei quebrando a mão antes das provas. Pronto, foi o começo de um novo drama que me prejudicou bastante, pois fiz a prova do IME com a mão enfaixada e as manhãs entre o IME e o ITA foram gastas com fisioterapia. Resultado: tudo de novo em 2010.Na época, viajei pra tirar umas férias, estava cansado de tudo, não aguentava mais. Quando voltei pra Fortaleza, me organizei e voltei a me dedicar. Ano passado foi o ano q eu menos estudei, mas o que estudei, estudava melhor e com mais consciência. Sabe aquele vicio de veterano: “ano passado eu vi isso direitinho, esse ano tah de boa esse assunto aew”, não faça isso, tenha a humildade de revisar tudo, vai q na prova cai um detalhe que você não lembra. Assim, revisei toda a matéria de novo. Ao longo do ano, você passa por momentos bons e ruins: tem dia que você acorda naquele gás de estudar e tem dias que você acorda com a vontade de não fazer nada. Quando eu estava em dias ruins, eu procurava não perder tempo e não me estressar com bobagens. Se você tem mais experiência, ajude quem não tem, aprendi muito ano passado tirando dúvidas do pessoal da sala e das meninas da turma de medicina (saiba tirar vantagem disso tambémporque aqui não tem elas rsrs).

Estudei bastante as provas antigas, usando-as como simulado, e acredito que isso foi muito importante para a aprovação. Chegue no dia da prova bem tranquilo, confiante no trabalho q você fez ao longo do ano. Sente na cadeira sem pensamentos do tipo “Ahh vou me ferrar certeza nessa prova”, sério mesmo, você passou o ano todo estudando e se esforçando pra pensar isso antes da prova? Como dizia um professor meu: “senta com garra, faca nos dentes e sangue nos olhos”. São as quatro horas que vão decidir a sua vida. Cada dia é um dia, se não foi tão bem em uma prova, você pode se recuperar em outra (pelo menos comigo foi assim). Relembrando uma frase q li no depoimento do baby da 14 no ano em que não passei  e que eh muita verdade:  "Às vezes, nem todo mundo que merece passa, mas todo mundo que passa, merece". Enfim, galera, boa prova a todos este ano e tenham em mente que o momento é agora e não depois. Espero ver vocês aqui ano que vem e eu tô doido pra matar um bixo.

Joel Moreira – Fortaleza/CE

Contar um pouco da minha história até chegar ao ITA, prestei vestibular por 4 vezes, a primeira vez, em 2007, não me preparei para o vestibular do ITA, pois estava envolvido em olimpíadas de química (até o meio do ano) e depois acreditava que era difícil passar de primeira (besteira...), quanto mais estudando seis meses apenas. No fim do ano, grande parte dos meus amigos que tentaram, conseguiram passar (de primeira...), me dando forças para tentar outras vezes.

Nos dois anos seguintes, começava o ano estudando muito para a prova do ita, mas não acreditava muito que ia passar, achava que sempre tinha muita gente melhor que eu, que não tinha estudado o suficiente e relaxava no fim do ano, Resultado, batia na trave, mas não passava em nada. Esses anos foram importantes para ver que se você não estiver confiante, é quase impossível de passar.

Não queria tentar uma última vez, pois a distância da família estava ficando difícil (meus pais moravam em outra cidade, morava só com primos e com minha irmã, pessoas que me ajudaram bastante), a maioria dos meus amigos já tinha passado em algo (viviam saindo, bebendo e eu só estudando...), por isso eu não queria voltar para o cursinho, mas como não tinha passado em nada tive que tentar de novo.

Em 2010, coloquei na cabeça que ia tentar a última vez e que ia passar (CONFIANÇA...), TODO DIA de manhã ia estudar no colégio com amigos, o que me ajudou bastante a ficar focado na prova até o fim do ano e a me manter motivado, era bom ter com quem tirar dúvidas de forma rápida (estuda junto com alguém, ajuda). Não desmotivei e não parei de estudar durante todo o ano e os resultados começaram a melhorar (simulados, EFOMM...), cheguei na prova do IME bastante confiante e calmo, o que me ajudou a passar. A aprovação no IME me deu tranqüilidade para fazer uma prova melhor no ita e, finalmente, conseguir passar.

Resolva provas antigas ajuda muito, não deixe de estudar uma matéria pq já estudou em outro ano e sempre tenha confiança no seu trabalho. Vale à pena sofrer um(s) ano(s) pra entrar aqui, estudem e estarei esperando vocês aqui em janeiro.  

Vitor Hebert Carvalho – Fortaleza/CE

Nasci em 19 de agosto de 1993 no distrito de Manituba zona rural do município de Quixeramobim-Ce. Minha mãe é professora e meu pai agricultor. Estudei em escola públicaaté a 8ª série(hoje 9º ano) e pele tendência da época não passaria de mais um jovem analfabeto funcional e fadado a trabalhar na roça.

No entanto, meu padrinho se ofereceu para bancar os meus estudos e a partir de então com 13 anos de idade fui morar na cidade de Quixadá-CE. Nessa nova fase da minha vida não faltaram obstáculos (morar longe dos meus pais e a grande dificuldade em acompanhar o ritmo de ensino do novo colégio, pois eu carregava alguns vícios do ensino público não saber ler e uso inadequado das quatro operações). Percebendo minhas dificuldades só me restavam duas opções: voltar para roça ou sentar a bunda na cadeira ,estudar e recuperar o tempo perdido.Após semanas pensando foi esta última que acabei escolhendo. A partir de então todos os meus dias resumiam-se a estudar, dormir e comer.Ah,foi aí também que houvi falar de ita pela primeira vez.No início só sabia que quem fazia ita era quem gostava de fazer conta e foi então que resolvi sonhar com a idéia de prestar vestibular,mas para isso precisava me mudar novamente para um colégio que preparasse para o vestibular e que ensinasse inglês,tendo em vista que até o momento só tinha tido contato com a língua espanhola.

É me mudei para Fortaleza-Ce, fiz 2ºano e logo em seguida entrei na turma ita do colégio.Essa mudança parece ter sido simples,mas só parece ,por que por trás dela está inclusodúvida entre ficar ou voltar para o interior,acordar de segunda a sexta 5:30 da manhã, enfrentar um trecho de busão que durava em torno de 3:00hs ida e volta,fazer almoço e janta e cuidar da limpeza do espaço  que meu tio cedeu para o meu irmão e pra mim . Além disso sofria a  escassez de grana(meu colégio era pago pelo meu padrinho e as demais despesas ficavam a cargo de minha mãe que não tem lá esse dinheiro todo).

Tentei ita no terceiro ano e não passei talvez por falta de maturidade(16 anos apenas),talvez por falta de conhecimento,sei lá.Só sei que mais foda do que não passar foi houvir do meu padrinho que nem tudo que a gente queria na vida iria realmente acontecer e que era melhor eu tentar um vestibular local,pois passar no ita é muito difícil.Depois disso,fiqueidescepicionado com ele, pois esperava dele palavras de conforto e não de desmotivação.Acontece que esse tempo que eu passei fora de casa me ensinou a conviver com as situações mais adversas possíveis e nunca desistir por mais dificeis que possam parecer as coisas.É não desiti fui ao meu colégio pedi bolsa e expliquei minha situação e após alguma resistência o diretor resolver me ceder a bolsa.Como sempre fiz não deixei passar mais  essa chance e agarrei-a com se fosse a última.Agora só me restava estudar e mostrar que eu podia passar.A partir de então meu cotidiano resumia-se a estudar dormir e comer.Após um período longo de esforço veio a recompensa passei no ita e mostrei para aqueles que duvidavam de mim que eu podia sim,bastava querer e ter força de vontade.Não sei se isso pode ser tomado como receita para vencer só sei que deu certo.

Ubiratan Castro – Quixeramobim/CE

  Então, eu sou de Brasília, cursei desde a quinta séria no Colégio Objetivo, e sempre gostei de participar de olimpíadas do conhecimento. Consegui algumas e medalhas e sempre as enxerguei como um forte estímulo ao aprendizado. Desde pequeno apreciava a carreira do médico, tendo como meta seguir essa carreira profissional. Mas com as olimpíadas e a partir do Ensino Médio começei a voltar o meu apreço bastante para as áreas exatas.

E claro nesse campo, ouvi falar do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, como o vestibular "mais difícil do Brasil" e sua tradição na formação de bons engenheiros.
Mas a área médica ainda me atraia e em 2007, ao fim do Ensino Médio, fui aprovado em 1o lugar do PAS (programa de avaliação seriada) da UnB (Universidade de Brasília para Medicina. Iniciei o curso, no qual permaneci por 3 anos (enfrentando os sistemáticos problemas de universidades públicas federais) sempre tendo a "pulga atrás da orelha" se não existiria uma Curso superior "sem problemas" (pensando no ITA). Durante esses três anos, eu fui monitor e dava aulas particulares e em cursinhos em Brasília, sempre prestando o vestibular do ITA (por diversão para acompanhar as provas) e claro dando a chance ao destino de eu passar. Mas nos dois primeiros anos isso não ocorreu. Apesar de que durante o caminho estava decidido que gostaria de cursar os dois cursos.. Engenharia no ITA e Medicina. Como o limite de idade do ITA é de 23 anos, eu iria terminar a Medicina exatamente com 23 e teria apenas uma chance de entrar. O terceiro ano de Medicina já estava bastante viciante e se continuasse provavelmente acabaria não fazendo a engenharia. Então, por algumas modificações pessoais na minha vida em 2010, resolvi iniciar uma preparação mais séria para o ITA, concilidando um cursinho em Brasília com o curso de Medicina (estudando nas janelas que tinha) e selecinonado aulas específicas no cursinho.
Pelo destino ao final de 2010, prestei a prova e fui aprovado.. Pelo limite de idade, tive que tomar uma das mais difíceis decisões da minha vida: a de largar o curso de Medicina no terceiro ano.
Mas resolvi fazê-lo e vir estudar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Felipe Frujeri – Brasília/DF

 

 
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